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Guerra, inimizade e soberania : “Quando a vida enquanto tal é posta em jogo pela política”
Erika Gomes Peixoto
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Erika Gomes Peixoto
- Revista
- Perspectivas
- Edição
- 3 / 1
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.20873/rpv3n1-35
- Páginas
- 61-77
- Idioma
- pt
2019Erika Gomes Peixoto. Guerra, inimizade e soberania : “Quando a vida enquanto tal é posta em jogo pela política”. Perspectivas, v. 3, n. 1, p. 61-77, 2019.1
A partir das premissas lançadas por Michel Foucault nos cursos do Collège de France de 1975-1976, intitulado Em defesa da sociedade, esse artigo pretende pensar o papel da guerra civil na sociedade hodierna. Ao propor a guerra como princípio basilar das relações de poder, Foucault revela a confluência paradoxal entre a guerra civil e uma espécie de estatização do biológico, o que ele denominou de biopolítica da espécie humana. De modo similar, o autor italiano Giorgio Agamben lança em 2015 a obra Stasis. La guerra civile come paradigma político, e assevera como a guerra civil se transformou em um limiar de politização fundamental no Ocidente.
