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Guerra sinalética nos termos de Baudrillard: insurreição pelos signos

Rodrigo Amorim Castelo Branco

Autor
Rodrigo Amorim Castelo Branco
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
8 / 1
Ano
2021
DOI
10.18012/arf.v8i1.53065
Páginas
p.103-120
Idioma
pt
2021Rodrigo Amorim Castelo Branco. Guerra sinalética nos termos de Baudrillard: insurreição pelos signos. Aufklärung: journal of philosophy, v. 8, n. 1, p. p.103-120, 2021.3

Como se faz uma guerra? Esta é a pergunta essencial do texto que aqui é desenvolvido acerca do pensamento político de Baudrillard, sobretudo a partir da obra intitulada A troca simbólica e a morte (L’échange symbolique et la mort, 1976). Uma resposta introdutória à questão colocada indica que guerras, nos tempos vigentes, superam o princípio de realidade a partir do uso de simulações, o que indica a construção de uma era hiper-real. O capital e os seus signos se desacoplam do mundo da representação e essa mudança no interior do sistema afeta diretamente o trabalho, que se dissemina na sociedade após perder o seu caráter fabril.  Baudrillard, desde a década de 70, anuncia que o modo de guerrear politicamente volatilizou-se de forma tão ampla, que os embates atuais precisam se direcionar contra o capital sinalético. O objetivo deste texto, nesse sentido, é discutir e exemplificar modos de insurgência guiados por simulações e por dispersão de signos.