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Heidegger e Husserl: a apropriação da noção de intuição categorial pela analítica existencial

Ísis Nery do Carmo

Autor
Ísis Nery do Carmo
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
8 / 2
Ano
2013
DOI
10.31977/grirfi.v8i2.565
Páginas
118-126
Idioma
pt
2013Ísis Nery do Carmo. Heidegger e Husserl: a apropriação da noção de intuição categorial pela analítica existencial. Griot : Revista de Filosofia, v. 8, n. 2, p. 118-126, 2013.3

O presente artigo tem como objetivo mostrar a leitura heideggeriana da filosofia de Edmund Husserl a partir do tema da intuição categorial desenvolvida por este último e os seus desdobramentos na própria obra de Heidegger. Defendemos a hipótese de que ao retirar a consciência da sua abordagem tradicional, isto é, ao livrá-la do psicologismo, Husserl impulsiona Heidegger na inauguração da sua fenomenologia hermenêutica, pois a consciência deixa de ser tratada como um objeto natural e tem o seu caráter ideal destacado. Desse modo, afirmamos que Heidegger, radicalizando, constrói uma interrogação que desloca o objeto da fenomenologia do campo da consciência para a existência, deixando a teoria do conhecimento, na qual se inseria Husserl, indo em direção de uma ontologia. Para tal, percorreremos por alguns conceitos centrais das Investigações Lógicas, passando em seguida para a análise dos poucos fragmentos onde Heidegger explicita a sua relação com a obra husserliana.