Voltar para Artigos
Artigos

HEIDEGGER E O FIM DA METAFÍSICA

Adrielle Costa Gomes de Jesus

Autor
Adrielle Costa Gomes de Jesus
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 38
Ano
2018
DOI
10.13102/ideac.v1i38.4285
Páginas
73-97
Idioma
pt
2018Adrielle Costa Gomes de Jesus. HEIDEGGER E O FIM DA METAFÍSICA. Revista Ideação, v. 1, n. 38, p. 73-97, 2018.1

Para Heidegger, com a chegada da era da metafísica acabada deve advir uma proposta de “outro começo”, no qual assumiríamos uma relação mais originária com a nossa historicidade mediante um confronto meditativo com a tradição e com o presente. O que ele assume como tarefa de suas reflexões e como proposta de superação da metafísica, a partir da Kehre. Contudo, Heidegger admite que essa transição depende mais de determinadas disposições históricas do que de um empenho de superação. O que faria do pensador parte de um desvelamento histórico. Isso conduz a alguns interpretes a considerarem a sua filosofia, não só como uma tentativa de preparar um período pós-metafísico da história, mas também como parte de realização desse período da metafísica acabada. John Sallis considera Ser e tempo e os escritos da segunda fase como parte dessa realização. Nesse artigo, abordamos alguns aspectos essenciais da crítica sobre o fim da metafísica, bem como da proposta de superação desenvolvida por Heidegger tanto em Ser e tempo, quanto a partir da Kehre, para com base nelas questionar a tese de J. Sallis de que Ser e tempo é parte de uma realização do fim da metafísica.