Voltar para Artigos
Artigos

Heresia e idiotia segundo Schopenhauer: hermenêutica, ceticismo e significação moral do mundo

Ruy de Carvalho Rodrigues Jr.

Autor
Ruy de Carvalho Rodrigues Jr.
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
15 / 3
Ano
2016
DOI
10.5007/1677-2954.2016v15n3p467
Páginas
467 - 485
Idioma
pt
2016Ruy de Carvalho Rodrigues Jr.. Heresia e idiotia segundo Schopenhauer: hermenêutica, ceticismo e significação moral do mundo. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 15, n. 3, p. 467 - 485, 2016.1

O artigo pretende apresentar e defender a viabilidade de uma leitura da obra de Schopenhauer, em especial de sua metafísica da natureza, em uma dupla perspectiva: hermenêutica e cética; e em uma quádrupla frente: 1) levando a sério a distinção schopenhaueriana entre ser subjetivo e ser objetivo, bem como, no interior deste último, entre consideração subjetiva e objetiva; 2) a partir daquilo que chamo de tese da inteligibilidade inversa; 3) concebendo o processo de objetivação da Vontade nos moldes de uma teoria dos mundos possíveis; 4) compreendendo a matéria (Materie) como noção-limite da filosofia schopenhaueriana e, esta, como uma filosofia do limite. Trata-se menos de conceber um Schopenhauer hermenêuta ou cético que tentar estabelecer um diálogo entre sua obra e uma certa concepção de hermenêutica e ceticismo. Diálogo que seria capaz de encaminhar possíveis soluções para alguns problemas que sua filosofia sempre teve dificuldade em enfrentar, como a significação profunda da noção de Vontade e as implicações cosmológicas a ela ligadas.