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Hiperreligião e o desaparecimento do religioso com caráter, marcas de uma sociedade contemporânea

André Magalhães Coelho

Autor
André Magalhães Coelho
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
25 / 1
Ano
2025
DOI
10.31977/grirfi.v25i1.4960
Páginas
1-9
Idioma
pt
2025André Magalhães Coelho. Hiperreligião e o desaparecimento do religioso com caráter, marcas de uma sociedade contemporânea. Griot : Revista de Filosofia, v. 25, n. 1, p. 1-9, 2025.2

Esse artigo procura analisar a hiperculturalidade pensada pelo filósofo sul coreano Byung-Chul Han. A hipercultura não gera massas unitárias de cultura, uma unidade monocromática. Ela desencadeia uma individualização cada vez maior, seguindo as próprias inclinações, reconfigura-se a identidade religiosa a partir de formas e práticas de vida. A hiperreligião estabelece diversas crenças a partir da qual se reconstrói uma religião própria. Etimologicamente, o caráter é o signo marcado a fogo, uma queimadura indelével. Seu traço principal é a inalterabilidade. A duração e a constância não favorecem o consumo e se excluem. O propósito deste texto é mostrar que a cultura de consumo de crenças está gradualmente eliminando qualquer sinal constante, e o declínio do aspecto religioso vai impondo um consumidor sem caráter.