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Hobbes e o problema da personificação na teoria da representação

Delmo Mattos Silva

Autor
Delmo Mattos Silva
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
22 / 2
Ano
2022
DOI
10.31977/grirfi.v22i2.2868
Páginas
88-97
Idioma
pt
2022Delmo Mattos Silva. Hobbes e o problema da personificação na teoria da representação. Griot : Revista de Filosofia, v. 22, n. 2, p. 88-97, 2022.2

O propósito desse artigo consiste em discutir os termos da representação e da teoria da autorização em Hobbes evidenciando, por sua vez, as adversidades e as incoerências no modo como a atribuição fictícia interfere na constituição da autoridade em Hobbes. Nesse sentido, torna-se necessário discutir o modo pelo qual Hobbes determina a função do representante na ausência de sua identificação como autor, ou seja, sem qualquer condição de atribuir autoridade aos seus atores. Trata-se, portanto de uma contradição aos termos da racionalidade imposta pelo modelo de representação proposto por Hobbes, no qual a imputação da responsabilidade, no caso da pessoa fictícia, encontra-se ausente de responsabilidade por seus atos e, assim inviabilizando assumir responsabilidade pelos atos de um outro. Para tanto, evidenciam-se os aspectos da pessoa fictícia e a sua relação com os preceitos da autorização não autorizada para definir os termos da atribuição fictícia e suas implicações na teoria jurídica da autorização em Hobbes.