- Autor
- Pedro Paulo Pimenta
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 10 / 3
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.26512/rfmc.v10i3.49609
- Páginas
- 137-152
- Idioma
- en
Este artigo propõe aproximações entre Hume e Mandeville a partir do modo como cada um deles entende a divisão do trabalho como um fenômeno moderno característico das sociedades comerciais europeias. O ponto de partida, comum a ambos, é a ideia de que o homem, ou a natureza humana, é um animal movido por paixões muito semelhantes, senão idênticas, às de outros animais, notadamente os mamíferos. A antropologia subjacente à divisão do trabalho tem, portanto, uma raiz fisiológica. O mesmo paradoxo interessa a esses autores: o processo de divisão do trabalho, que possibilita a produção de tantos artefatos excelentes, é o trabalho de artesãos não qualificados. Há, portanto, uma disparidade entre o produto e o princípio que o engendra. Como pretendemos mostrar, este é o leitmotiv de uma crítica, dirigida por Hume, às provas teleológicas da existência de Deus.
