- Autor
- Adriano Naves Brito
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 7 / 2
- Ano
- 2008
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2008v7n2p123
- Páginas
- 123-136
- Idioma
- pt
O texto é uma defesa, inspirada em Hume, da naturalização de valores morais, especificamente da universalidade e da igualdade. Tomo a posição de Tugendhat a respeito da relação entre afetos e julgamentos morais como o ponto de partida para explicitar o problema central da naturalização na moralidade, que é a naturalização dos valores. Mostro, então, que a assunção de uma assimetria entre afetos e razão, em favor desta última, é a nota característica da tradição kantiana, cujo núcleo é uma teoria antinaturalista de valor. Discuto, em seguida, em favor de naturalismo moral de Hume, mas indico suas limitações em esclarecer distinções morais a respeito das virtudes artificiais. Por fim, concluo apresentando uma análise naturalizada do universalismo e do igualitarismo baseada na assimetria entre a culpa e a indignação.
