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Independência: libertação da arte na dimensão estética de Herbert Marcuse

Jair Soares De Sousa

Autor
Jair Soares De Sousa
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
4 / 1
Ano
2018
DOI
10.48075/rd.v4i1.19814
Páginas
56-69
Idioma
pt
2018Jair Soares De Sousa. Independência: libertação da arte na dimensão estética de Herbert Marcuse. Revista DIAPHONÍA, v. 4, n. 1, p. 56-69, 2018.2

Segundo Marcuse, a estética é componente essencial para o processo de liberdade da consciência e do comportamento dos indivíduos. É, em linguagem hegeliana, o libertar do espírito absoluto. Neste sentido, a arte configura-se como a fantasia, que faz com que o “aparente” possa revelar a essência das coisas. Essência aqui, é compreendida não como um campo metafísico, mas como desvelamento de questões, dentro de uma falsa verdade do (establishment), na totalidade das relações. Em termos dialéticos, a arte se manifesta diante das contradições internas e externas, buscando a contraposição com a representação da forma estética. Marcuse refuta as concepções de alguns “estetas marxistas ortodoxos” fazendo, pois, a defesa em relação à arte ao reconhecer que a mesma transcende as relações materiais. Ele ainda considera as correntes literárias do romantismo e do surrealismo fundamentais para despertar consciências críticas, e que a autonomia da arte (independência, liberdade e fantasia), integram o imperativo categórico segundo o qual as “coisas precisam mudar” contra o realismo dos estetas marxistas. Neste sentido, pretendemos expor a crítica de Marcuse aos estetas marxistas a fim de compreender a função crítica da arte para a luta de libertação.