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INTERIORIZAÇÃO, IDEALISMO E NEGATIVIDADE NA CULTURA AFIRMATIVA: UMA ANÁLISE DESDE OS ENSAIOS DE MARCUSE NA ZfS (1937-1938)

Victor Hugo de Oliveira Saldanha

Autor
Victor Hugo de Oliveira Saldanha
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 42
Ano
2020
DOI
10.13102/ideac.v1i42.5155
Páginas
565-587
Idioma
pt
2020Victor Hugo de Oliveira Saldanha. INTERIORIZAÇÃO, IDEALISMO E NEGATIVIDADE NA CULTURA AFIRMATIVA: UMA ANÁLISE DESDE OS ENSAIOS DE MARCUSE NA ZfS (1937-1938). Revista Ideação, v. 1, n. 42, p. 565-587, 2020.1

O presente artigo analisa o conceito de cultura afirmativa proposto por Herbert Marcuse no ensaio “Sobre o Caráter Afirmativo da Cultura” (1937). Para efeito desta análise, conceberemos os ensaios publicados por Marcuse na Zeitschrift für Sozialforschung como constitutivos de uma unidade teórica no conjunto da obra do autor, de modo que alguns dos aspectos fundamentais do ensaio supramencionado são interpretados, aqui, paralelamente aos ensaios “Filosofia e Teoria Crítica” (1937) e “Para a Crítica do Hedonismo” (1938). Seguindo esta linha interpretativa, analisamos o conceito de cultura afirmativa sob três perspectivas. 1) a primeira seção o analisa à luz do seu objetivo educacional e do que podemos interpretar como os seus três elementos distintivos; 2) a segunda seção analisa, por um lado, a radicação filosófica de seus elementos distintivos no idealismo da Filosofia Antiga e, por outro, a sua constituição específica como idealismo burguês; 3) a terceira seção discute as tendências econômicas e culturais negativas, produzidas no interior da própria sociedade burguesa, que se contrapõem ao caráter afirmativo que Marcuse atribui à formação cultural típica da sociedade capitalista. Conclusivamente, buscamos sistematizar as questões-chave analisadas neste estudo em uma interpretação do conceito de cultura afirmativa e de seus aspectos mais relevantes.