Intuição para René Descartes e Edmund Husserl: aproximações e distanciamentos
Iasmin Iaci dos Santos Beranger
- Autor
- Iasmin Iaci dos Santos Beranger
- Revista
- Revista DIAPHONÍA
- Edição
- 12 / 1
- Ano
- 2026
- DOI
- 10.48075/rd.v12i1.37297
- Páginas
- 268-275
- Idioma
- pt
Este trabalho visa examinar a questão da intuição, sua importância e características no pensamento de René Descartes (1596-1650) e Edmund Husserl (18591938), destacando suas respectivas abordagens contrastantes. Para Descartes, a intuição é uma forma de conhecimento claro e distinto, essencial para alcançar certezas indubitáveis, como a própria existência e as verdades matemáticas. Diferentemente de Husserl, no qual a intuição é entendida como a apreensão das essências por meio da redução fenomenológica e da intuição eidética, que permite o acesso às estruturas fundamentais da experiência. O primeiro objetivo deste trabalho é mostrar que ambos os pensadores destacaram em suas teorias a importância do processo intuitivo, o segundo é comparar as duas concepções, analisando o papel da intuição nas teorias dos filósofos, mostrando seus principais pontos de aproximação, assim como seus pontos de distanciamentos.
