Voltar para Artigos
Artigos

J.-J. Rousseau: A Natureza Enquanto Modelo, a Voz Interior Como Guia – Caminhos para uma Nova Compreensão da Subjetividade e da Liberdade

Arlei de Espíndola

Autor
Arlei de Espíndola
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
3 / 2
Ano
2017
DOI
10.48075/rd.v3i2.18639
Páginas
68-82
Idioma
pt
2017Arlei de Espíndola. J.-J. Rousseau: A Natureza Enquanto Modelo, a Voz Interior Como Guia – Caminhos para uma Nova Compreensão da Subjetividade e da Liberdade. Revista DIAPHONÍA, v. 3, n. 2, p. 68-82, 2017.1

O meu propósito no presente texto é mostrar, de início, que Rousseau busca definir um modo próprio de filosofar tendo a natureza como uma espécie de modelo ideal para o estabelecimento da cultura, em especial a filosófica. Fazendo-se, numa ruptura com o espírito cartesiano, um pré-crítico das Luzes o filósofo genebrino associa a natureza aos sentimentos e define a consciência, a voz interior, como guia do ser humano tanto na vida privada quanto na vida pública. Mas aí não temos, contudo, uma aterrissagem no individualismo e no solipsismo, pois essa mesma luz que dirige o indivíduo também orienta a fundação da ordem política idealizada; e essa instituição, oriunda do pacto associativo, se apoia nos ditames da vontade geral garantindo a soberania do povo no seu conjunto.