- Autor
- Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 43
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i43.7222
- Páginas
- 24-37
- Idioma
- pt
A intenção é discutir a interpretação de John Pocock de que o republicanismo de James Harrington condenaria a riqueza proveniente da atividade mercantil, na medida em que ela comprometeria o exercício da virtude cívica dos cidadãos. A primeira parte do artigo pretende esclarecer que a sua teoria sobre o fundamento econômico do poder político também se aplica às nações mercantis, ao destacar passagens da obra de Harrington em que a base material do governo não é apenas a propriedade da terra, mas também a propriedade de mercadorias e bens monetários. A segunda parte espera demonstrar que a sua concepção de virtude está principalmente vinculada às instituições e aos dispositivos constitucionais que asseguram a autoridade ao governo. Enfim, o objetivo é mostrar que a relação entre virtude e riqueza é de complementaridade, independentemente do tipo de republica, agrária ou comercial, na medida em que elas são os dois fundamentos do governo.
