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JEAN-JACQUES ROUSSEAU: TREZENTOS ANOS DE UM CAMINHANTE SOLITÁRIO

José Benedito de Almeida Júnior, Márcio Danelon

Autor
José Benedito de Almeida Júnior, Márcio Danelon
Revista
Educação e Filosofia
Edição
26 / 51
Ano
2012
Páginas
17-24
Idioma
pt
2012José Benedito de Almeida Júnior, Márcio Danelon. JEAN-JACQUES ROUSSEAU: TREZENTOS ANOS DE UM CAMINHANTE SOLITÁRIO. Educação e Filosofia, v. 26, n. 51, p. 17-24, 2012.1

O Conselho Editorial da Revista Educação & Filosofia tem a enorme satisfação de apresentar aos leitores deste periódico o dossiê Jean-Jacques Rousseau. Esse dossiê foi pensado como atividade comemorativa ao terceiro centenário de nascimento de Rousseau (1712-1778). Filósofo, romancista, músico, Rousseau, em suas obras, margeou diversos assuntos. Com profundidade singular, refletiu proficuamente sobre política, educação, religião, música, ética, constituindo-se num dos principais filósofos da modernidade. Ao instalar-se na esteira dos contratualistas, é tido como um dos precursores da política moderna, particularmente pela sua obra Contrato Social. Não somente no campo da política, mas também na educação, Rousseau é considerado o fundador da Pedagogia moderna, conforme atesta Franco Cambi em História da Pedagogia. Entre as principais contribuições de Rousseau para a educação talvez esteja sua inovadora visão da criança. Segundo Gadotti, é com o Emílio de Rousseau que o entendimento sobre criança ultrapassa a premissa de tomá-la como um adulto em miniatura, para compreender a criança como um sujeito singular e portador de características singulares e distintas daquelas dos adultos. Isso foi, a rigor, decisivo para a constituição da Pedagogia moderna, em especial para as teorias do desenvolvimento e da aprendizagem. No campo da teoria do conhecimento, estabelece um debate bastante interessante com a tradição empirista, ao qual propõe um materialismo moderado. Filósofo singular, é um dos maiores expoentes do iluminismo francês, do contratualismo e dos enciclopedistas.