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JOÃO FILOPONO DE ALEXANDRIA NO SÉCULO XVI: UM FILÓSOFO CONTRA OS ANTIGOS OU EM DEFESA DA TRADIÇÃO?

Matheus Henrique Gomes Monteiro

Autor
Matheus Henrique Gomes Monteiro
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 50
Ano
2024
DOI
10.13102/ideac.v1i50.10505
Páginas
138-153
Idioma
pt
2024Matheus Henrique Gomes Monteiro. JOÃO FILOPONO DE ALEXANDRIA NO SÉCULO XVI: UM FILÓSOFO CONTRA OS ANTIGOS OU EM DEFESA DA TRADIÇÃO?. Revista Ideação, v. 1, n. 50, p. 138-153, 2024.1

No artigo, aprofundo a discussão sobre a recepção da obra De aeternitate mundi contra Proclum, do filósofo João Filopono, no século XVI. Nessa obra, o filósofo alexandrino, do século VI, defende a geração do mundo a partir do nada e com início de duração, respondendo a dezoito argumentos de Proclo em favor da eternidade do mundo. No livro XI, enquanto responde a Proclo, também define a matéria primeira como o tridimensional. Comento o debate a respeito da possível influência filosófica desse argumento em filósofos modernos e, em seguida, proponho a análise do que o editor e os tradutores do contra Proclum escreveram sobre a obra e seu autor. Defendo que, nesses escritos, João Filopono é descrito como um filósofo alinhado a Aristóteles e aos peripatéticos, porém capaz de corrigir os erros dos filósofos e usar a filosofia na defesa da religião.