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Jogos, poemas, fantasias: a posição da criação em Freud

Pedro Fernandez de Souza

Autor
Pedro Fernandez de Souza
Revista
Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
Edição
25 / 1
Ano
2020
DOI
10.11606/issn.2318-9800.v25i1p105-120
Páginas
105-120
Idioma
pt-BR
2020Pedro Fernandez de Souza. Jogos, poemas, fantasias: a posição da criação em Freud. Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, v. 25, n. 1, p. 105-120, 2020.2

Este artigo tenta compreender o papel da poesia em Freud a partir da relação que ela entretém com o processo criativo de um modo geral. Se Freud acaba por aproximar, genética e formalmente, a criação literária dos jogos infantis e das fantasias adultas, a poesia e sua eficácia são quase que reduzidas a uma técnica – que ele, por fim, não consegue capturar com seus conceitos. Assim, numa leitura pormenorizada, não são as semelhanças entre as três classes de produção psíquica que se sobressaem, mas sim essa diferença última e enigmática, importante resíduo proveniente da reflexão freudiana mesma.