- Autor
- Antônio Carlos Santos
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 8 / 16
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2017v8n16p469
- Páginas
- 469-491
- Idioma
- pt
O objetivo deste texto é apresentar, por um lado, os eixos centrais da chamada “Escola de Cambridge” e, por outro, analisar os procedimentos metodológicos e chaves de leituras dos comentadores clássicos de Locke vinculados a essa mesma escola. Para cumprir esse objetivo, o artigo é composto de duas partes: na primeira, serão problematizados os pontos essenciais da “Escola de Cambridge”, notadamente os defendidos por Skinner, assim como as críticas mais contundentes sobre sua abordagem; na segunda, serão analisadas as principais interpretações e leituras de Locke relacionadas à mesma “Escola” e que deram o tom da leitura de seu pensamento na segunda metade do século XX. No fundo, as duas partes conectam-se porque os fundadores da “Escola” inglesa, quase todos, foram pesquisadores da obra de Locke. Com isso, espera-se que este texto possa contribuir para minimizar a lacuna bibliográfica sobre os estudos de Locke no Brasil e que inspire novas pesquisas e abordagens, seja sobre o pensador inglês, seja na área da Filosofia Política.
