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Judith Butler leitora de Walter Benjamin: para uma crítica das políticas progressistas e identitárias

Benjamim Brum Neto

Autor
Benjamim Brum Neto
Revista
Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade
Edição
24 / 1
Ano
2019
DOI
10.11606/issn.2318-9800.v24i1p101-114
Páginas
101-114
Idioma
pt-BR
2019Benjamim Brum Neto. Judith Butler leitora de Walter Benjamin: para uma crítica das políticas progressistas e identitárias. Cadernos de Filosofia Alemã: Crítica e Modernidade, v. 24, n. 1, p. 101-114, 2019.2

No presente artigo pretendemos mostrar de que forma Judith Butler se apropria de alguns conceitos bastante conhecidos pelos leitores de Walter Benjamin para tecer suas considerações a respeito de algumas políticas nacionais contemporâneas, com destaque para as políticas sexuais e as políticas seculares. Nossa hipótese é que o tema que perpassa todas as obras da filósofa é o da subversão ou crítica da identidade, seja ela usada como fundamento para o movimento feminista ou para políticas nacionais. Veremos de que forma Butler se apropria das noções de “história contínua”, “tempo vazio”, “violência mítica”, “violência divina”, “mandamento” e de messianismo, sobretudo em duas obras da filósofa, a saber, Quadros de guerra e Caminhos divergentes.