KANT E O IDEALISMO: A RELAÇÃO DO EU PENSO COM A FUNÇÃO DE TODA A CIÊNCIA NO PENSAMENTO ALEMÃO
Lindomar Rocha Mota
- Autor
- Lindomar Rocha Mota
- Revista
- Sapere Aude
- Edição
- 10 / 19
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.5752/P.2177-6342.2019v10n19p203-220
- Páginas
- 203-220
- Idioma
- pt
Este artigo descreve a evolução da consciência no pensamento moderno alemão. A evolução do problema sobre a fundação da ciência é discutida com base na descoberta de Descartes e seu desenvolvimento na filosofia de Kant. A retomada do princípio de certeza pelos Idealistas até o espírito absoluto de Hegel constitui o centro da investigação, que se conclui com a superação total do mundo objetivo. As polêmicas que surgiram depois que Kant limitou a razão humana é o centro dos debates para o mais importante grupo de filósofos modernos. Fichte, que começou respondendo aos ataques provenientes do ceticismo, aboliu partes destes limites e reinaugurou o pensar ilimitado. Schelling, que nunca se sentiu à vontade com a limitação “preguiçosa” do intelecto, lançou para frente e para o alto as capacidades do saber humano. Por fim, Hegel, concluindo esse caminho, demonstrará que nenhuma ciência se funda fora do pensar humano, e buscará na metafísica mais alta de Aristóteles a referência para o pensamento que pensa a si mesmo.
