La latencia del presente. El tiempo histórico contemporáneo desde el pensamento de Hans Ulrich Gumbrecht.
Rafael Pérez Baquero
- Autor
- Rafael Pérez Baquero
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 37
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.1590/2965-1557.037.e202531298
- Idioma
- es
O principal objetivo deste artigo é elaborar uma reconstrução crítica e uma interpretação das leituras recentes do tempo histórico contemporâneo como sendo presentistas. Começando principalmente com o trabalho do historiador francês François Hartog, a noção de "presentismo" tornou-se uma chave concetual fundamental para compreender os modos como damos sentido à nossa experiência do tempo e da história. Retomando as ferramentas teóricas da história concetual, a nossa abordagem à tese do presentismo centrar-se-á no estudo e análise de alguns aspectos centrais do pensamento de Hans Ulrich Gumbrecht. A sua prolífica obra oferece um rico filão concetual para uma análise filosófica dos pressupostos e dos limites desta leitura do nosso regime de historicidade. Com esse objetivo em mente, desenvolveremos primeiro o seu diagnóstico da origem do nosso tempo histórico como derivando da crise do futurismo que definiu o regime moderno de historicidade. A partir deste ponto, definiremos, através do conceito gumbrechtiano de "presença", o presentismo como uma articulação temporal fragmentada que oscila entre o desaparecimento do futuro e a impossibilidade de colocar o pretérito à distância. Toda esta interpretação permitir-nos-á expor as deficiências e opacidades desta leitura do nosso tempo presente. Para o efeito, recuperando o conceito de "latência" proposto pelo intelectual alemão, reconstruiremos as relações, os laços e as dependências entre a leitura temporal do presentismo e o conceito de "trauma". Isto permitir-nos-á diagnosticar os limites desta leitura teórica do nosso tempo histórico particular.
