La razón de mi vida: Eva Perón e o protagonismo político por meio do discurso da coadjuvação.
Bruno Sanches Mariante Silva, Ivana Aparecida da Cunha Marques
- Autor
- Bruno Sanches Mariante Silva, Ivana Aparecida da Cunha Marques
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 14 / 27
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2021v14n27p450
- Páginas
- 450-480
- Idioma
- pt
Maria Eva Duarte de Perón (1919-1952) ascendeu ao poder argentino como primeira-dama, juntamente com seu esposo Juan Domingo de Perón (1895-1974), eleito presidente do país em 1946. Personagem popular e contraditória, Eva Perón foi, e continua sendo, objeto recorrente de pesquisas históricas e historiográficas, que buscam, majoritariamente, compreender o seu protagonismo nas ações de ajuda social direcionadas para as camadas marginalizadas do país, especialmente mulheres, crianças e idosos. Outras pesquisas ocupam-se em analisar sua liderança na organização feminina argentina em prol do sufrágio feminino, conquistado em 1947. Partindo dessas suas atuações no peronismo, como ficou conhecido o projeto político presidido por Perón, o intuito do presente trabalho será o de propor uma análise sobre as representações de gênero manejadas pela primeira-dama, especialmente com o propósito de compreendermos como Evita entendia o feminismo, os papeis sociais das mulheres argentinas e o processo de inserção delas no espaço público e de decisões. Para tanto, será utilizado como fonte a sua autobiografia La Razón de mi Vida (1951), uma obra em que o peronismo, por meio da primeira-dama, apresenta as suas percepções acerca da trajetória de Eva Perón, da participação política das mulheres e do próprio peronismo.
