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LEITURA MERLEAU-PONTYANA DA TEORIA FENOMENOLÓGICA DA EXPRESSÃO

Marcos José Müller

Autor
Marcos José Müller
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
45 / 2
Ano
2000
DOI
10.15448/1984-6746.2000.2.35058
Páginas
213-222
Idioma
pt
2000Marcos José Müller. LEITURA MERLEAU-PONTYANA DA TEORIA FENOMENOLÓGICA DA EXPRESSÃO. Veritas (Porto Alegre), v. 45, n. 2, p. 213-222, 2000.3

A tese de Husserl - segundo a qual,os signos (expressivamente empregados) haveriamde encarnar nossos pensamentos - forneceuo ponto de partida ao projeto merleau-pontyanode restituição "filosófica" de nosso contato com omundo da percepção. Porquanto seriam gestosinstituídos por nosso corpo, os signos (expressivamenteempregados) remeteriam a reflexãofilosófica à experiência sensível e, conseqüentemente,ao mundo da percepção revelado por essaexperiência. Mais do que isso, os signos (expressivamenteempregados) esclareceriam a origemsensível dos pensamentos. O que acabaria porsuspender a própria tese fenomenológica de queos pensamentos seriam o desdobramento dosatos de uma consciência pura. A interpretaçãomerleau-pontyana da teoria fenomenológica daexpressão mostrou que, tal como ôs pensamentos,a consciência de nós mesmos seria tributáriada experiência sensível.