- Autor
- Cristian Arão
- Revista
- Revista Ideação
- Edição
- 1 / 39
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.13102/ideac.v1i39.4583
- Páginas
- 167-177
- Idioma
- pt
Este artigo possui como objetivo analisar a questão da essência humana na obra do jovem Marx. Apresentando uma perspectiva contrária à ideia da existência de um corte epistemológico que cria duas fases absolutamente distintas na filosofia de Marx, pretende-se argumentar que o conceito de essência desenvolvido nos manuscritos de 1844 constitui-se como um importante fundamento para o materialismo histórico. Dessa forma, é oferecida também uma perspectiva diferente do argumento que defende a existência de um antimaterialismorelacionado ao conceito “essência”. A interpretação da essência humana como liberdade permite compreender que não há nada de extra-material na definição do ser humano, pois a única característica que sempre acompanhará o homem é a capacidade de se autotransformar através da atividade prática.
