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Liberdade e determinação em Schopenhauer e Freud

Eduardo Carvalho Martins

Autor
Eduardo Carvalho Martins
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 09
Ano
2006
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i09p95-114
Páginas
95-114
Idioma
pt
2006Eduardo Carvalho Martins. Liberdade e determinação em Schopenhauer e Freud. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 09, p. 95-114, 2006.2

Embora Freud e Schopenhauer sejam considerados dois dos principais autores que ressaltaram a preponderância das determinações inconscientes sobre o comportamento, podemos perceber que as conclusões éticas derivadas destas premissas divergem em alguns pontos fundamentais. Isso devido a uma concepção do fenômeno moral alicerçada em diferentes projetos. O projeto metafísico de Schopenhauer parece indicar alternativas de enfrentamento dos dilemas éticos menos promissoras quando comparadas ao projeto freudiano. As semelhanças, contudo, indicam as dificuldades de conciliação dos conceitos de liberdade e determinação quando aplicados ao fenômeno moral. Suas posturas são essencialmente trágicas, pois destacam a fragilidade na condução de nosso destino. Nesse sentido, eles parecem apontar para a dificuldade do projeto de emancipação da razão perante o domínio do querer, muito embora ambos não deixem de ressaltar a importância dessa na condução da tragédia da vida.