Liberdade política e representação: elementos para a compreensão do republicanismo de Hannah Arendt
José Luiz de Oliveira
- Autor
- José Luiz de Oliveira
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 1 / 28
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v1i28p71-85
- Páginas
- 71-85
- Idioma
- pt
O pensamento político de Hannah Arendt se desenvolve por meio de uma adesão a um republicanismo sustentado pela vivência da liberdade política no interior de espaços públicos. Esses espaços, uma vez concebidos como manifestação espontânea de liberdade política, se estabelecem utilizando-se de palavras e ações conjuntas pautadas no cotidiano das pessoas que neles encontramse envolvidas. Trata-se de um tipo de liberdade que é semelhante àquela vivenciada pelos gregos da antiga polis. Interessa-nos demonstrar que a pensadora analisa, em boa medida, o quanto a preservação da liberdade política se apresenta como fator relevante para que o tesouro das Revoluções não se torne um propósito perdido. A partir daí, vemos que não é possível entender a configuração do republicanismo, segundo o pensamento de Arendt, sem que no seu interior pulse permanentemente a vivência da liberdade política, a qual se contrapõe à representação política institucional concebida na modernidade por via dos parlamentos.
