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Linhas que desfazem o eu: subjetividade e a escrita cartográfica em Deleuze e Guattari

Brenda dos Santos Menezes, Flávio Luiz de Castro Freitas, Flávia Cristina Silveira Lemos

Autor
Brenda dos Santos Menezes, Flávio Luiz de Castro Freitas, Flávia Cristina Silveira Lemos
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
11 / 3
Ano
2025
DOI
10.48075/rd.v11i3.36116
Páginas
151-164
Idioma
pt
2025Brenda dos Santos Menezes, Flávio Luiz de Castro Freitas, Flávia Cristina Silveira Lemos. Linhas que desfazem o eu: subjetividade e a escrita cartográfica em Deleuze e Guattari. Revista DIAPHONÍA, v. 11, n. 3, p. 151-164, 2025.3

Este trabalho propõe uma problematização sobre a constituição do “Eu” a partir do pensamento de Gilles Deleuze e Félix Guattari, especialmente no que tange à escrita como prática cartográfica de construção crítica da subjetividade. Ao rejeitar a ideia de um sujeito uno, fixo ou substancial, os intelectuais propõem uma concepção rizomática do “indivíduo”, constituído por um entrelaçamento de linhas como apresentado em Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia (1980). A escrita, nesse contexto, emerge como território existencial e expressão de movimentos aberrantes (2015), traçando rastros dos múltiplos encontros, intensidades e devires que compõem os processos de subjetivação.Inspirando-se ainda na noção de despersonalização de Carta a um crítico severo, presente em Conversações (1992) bem como nas conversações filosóficas de Diálogos (1977), investiga-se como a cartografia dissolve as formas fixas do Eu para permitir a emergência de uma multiplicidade de si. O “Eu” é aqui concebido como efeito de um agenciamento, funcionando mais como um campo de passagem do que um ponto de origem do discurso, onde forças e intensidades se encontram, tensionam, vibram e escapam. Uma dobra sensível entre o dentro e o fora, entre o dizer e o ser dito, uma canção que se desfaz em gritos enquanto se escreve e volta a se compor enquanto canção à medida em que é agenciada.