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Literatura e Filosofia em Maurice Blanchot: o vitalismo obscuro da escrita

Adriano H. S. Ferraz

Autor
Adriano H. S. Ferraz
Revista
Sofia
Edição
13 / 1
Ano
2024
DOI
10.47456/sofia.v13i1.44336
Páginas
e13144336-e13144336
Idioma
pt
2024Adriano H. S. Ferraz. Literatura e Filosofia em Maurice Blanchot: o vitalismo obscuro da escrita. Sofia, v. 13, n. 1, p. e13144336-e13144336, 2024.5

O presente trabalho busca reconstituir os momentos nos quais a primeira obra literária de Blanchot se abre para o pensamento filosófico. Em Thomás, L´Obscur, os temas de um vitalismo a contrapelo, que segue de perto os problemas colocados pela morte imanente à vida, se transpõem numa caracterização importante do que compreende como espaço literário. Tentamos mostrar como sua criação se estende para além do campo literário, dando a ver uma ontologia da linguagem e uma experiência intensiva do real. Apesar de serem incorporados criticamente alguns conceitos bergsonianos (ao invés de vida, duração e memória, o que se passa em Blanchot é morte, instante e esquecimento), não se trata propriamente de ir numa contramão. Tal inversão é ambígua, pois não se falseia propriamente o tipo de realidade para a qual o bergsonismo apontava, mas sim para aprofundá-la.