Literatura e política em Jacques Rancière: a partilha do sensível e o vislumbre da emancipação
Michelly Alves Teixeira
- Autor
- Michelly Alves Teixeira
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 13 / 1
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.26512/rfmc.v13i1.56057
- Páginas
- 131 - 154
- Idioma
- pt
Sob a perspectiva de Jacques Rancière, esse artigo tem como objetivo compreender a política da literatura a partir das discussões preexistentes do autor. A política, entendida como uma prática coletiva específica, e a literatura, como prática da arte de escrever, são apresentadas por Rancière como construções de “ficções” que reconfiguram as hierarquias e os domínios da verdade no regime partilhado do sensível. Veremos que a partir do regime estético da arte, especialmente por meio das formas de autonomia da arte, ocorre uma dissolução das hierarquias, sinalizando um movimento em direção a uma ordem igualitária. Nesse contexto, tanto o escritor quanto o leitor compartilham a mesma condição de igualdade, vislumbrando um processo de emancipação. O artigo busca, assim, demonstrar que o exclusivismo cultural, limitado a um regime representativo das artes, é superado pela abertura de espaços para a percepção de um novo regime das artes.
