Luta e modernidade política: sobre a crítica de Hegel à concepção hobbesiana de “estado de natureza”
Erick Calheiros de Lima
- Autor
- Erick Calheiros de Lima
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 11 / 3
- Ano
- 2012
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2012v11n3p261
- Páginas
- 261-287
- Idioma
- pt
Seguindo a recente ressonância, tanto na teoria social quanto na filosofia política, de tópicos do pensamento hegeliano, pretendo aqui recuperar aspectos sócio-políticos que presidem a crítica de Hegel à filosofia política moderna. Primeiramente, tentarei mostrar que toda a crítica hegeliana ao contratualismo tem uma base sócio-teórica, a saber: a ideia, alcançada ainda em textos da juventude, de que a individualização – compreendida, quer em termos políticos quer em termos históricos, a partir do conceito de luta e de crime – tem uma base incontornavelmente societária (1). Em seguida, investigarei como se pode entender, a partir da discussão anterior, a assimilação crítica do conceito hobbesiano de “estado de natureza”, o que conduzirá a uma apreciação dos diversos tratamentos dados por Hegel ao problema da luta (2).
