Lutas clandestinas, maternidades em dilema: memórias de mulheres militantes nas ditaduras civismilitares do Cone Sul
Romilda Costa Motta, Lívia de Azevedo Silveira Rangel
- Autor
- Romilda Costa Motta, Lívia de Azevedo Silveira Rangel
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 13 / 25
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2020v13n25p538
- Páginas
- 538-566
- Idioma
- pt
Os temas que envolvem as memórias políticas de mulheres entraram definitivamente no horizonte das pesquisas históricas. Especial atenção tem sido direcionada aos testemunhos de mulheres militantes nos períodos das ditaduras civis-militares na América do Sul. Partindo do diálogo com essa produção recente da historiografia latino-americana, este artigo propõe analisar a relação entre memória, história, subjetividade e experiência a partir das questões de gênero que atravessaram as tensões e ambiguidades entre a militância política de mulheres nas organizações de esquerda e a maternidade como dilema desse processo. É dado o enfoque a dois países do Cone Sul em que profundas similaridades são percebidas, Brasil e Argentina. Adotando como fontes privilegiadas relatos autobiográficos, depoimentos e entrevistas publicados em livros e outros suportes, o artigo busca indicar a complexidade do assunto, colocando em evidência os matizes e a pluralidade de experiências e visões a respeito da militância em seu entrelaçamento com a maternidade.
