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LYGIA CLARK NA SOLIDÃO DA FRONTEIRA ENTRE A ARTE, A PSICANÁLISE E A FILOSOFIA

Francisco Romão Ferreira, Larissa Escarce Bento Wollz

Autor
Francisco Romão Ferreira, Larissa Escarce Bento Wollz
Revista
Artefilosofia
Edição
10 / 19
Ano
2015
Páginas
255-267
Idioma
pt
2015Francisco Romão Ferreira, Larissa Escarce Bento Wollz. LYGIA CLARK NA SOLIDÃO DA FRONTEIRA ENTRE A ARTE, A PSICANÁLISE E A FILOSOFIA. Artefilosofia, v. 10, n. 19, p. 255-267, 2015.1

Este texto trata da transdisciplinaridade e sua relação nos trabalhos de Lygia Clark, artista que atua em diversos campos do conhecimento e cria abordagens e pontos de contato entre saberes aparentemente independentes. Lygia parece estar preocupada não só com a história da arte, mas principalmente com os limites (ou ausência de limites) do campo da arte e com o sentido da existência humana. Seus trabalhos atuam na fronteira entre vários saberes e, a partir deles, podemos perceber os vestígios dos discursos da arte, da ciência e da filosofia se encontrando em suas obras. Essa opção implica alguns momentos de solidão, em que ela já não se localiza totalmente no campo da arte, e ao mesmo tempo não habita totalmente a psicanálise. É o que chamamos de “solidão da fronteira”, típica de quem questiona o conhecimento estabelecido.