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Mal-estar e o desamparo: Uma aproximação secular entre Freud e Schmitt: Malaise and helplessness: A secular approach between Freud and Schmitt

Willian Mac-Cormick Maron

Autor
Willian Mac-Cormick Maron
Revista
Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
Edição
3 / 6
Ano
2019
Idioma
pt-BR
2019Willian Mac-Cormick Maron. Mal-estar e o desamparo: Uma aproximação secular entre Freud e Schmitt: Malaise and helplessness: A secular approach between Freud and Schmitt. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 3, n. 6, 2019.1

A psicanálise nos fornece um aparato conceitual capaz de possibilitar um olhar para a política. Sigmund Freud constrói uma teoria sobre a sociedade estabelecendo um paralelo entre a civilização (desde seus primeiros povos) e a psique individual. Neste ponto Freud estabelece um mito sobre a fundação da civilização a partir de um grande pai que é assassinado pelos filhos que agora repousam sobre a culpa e lembram, por imagens e rituais totêmicos, a culpa e a potência deste grande pai que paira como organizador social. Por outro lado, Carl Schmitt nos aparece como o teórico de uma secularização de um modelo teológico para o campo político, o que se aproximaria do conceito de horda em Freud. Assim, a sociedade se replicaria em modelos políticos e se organizaria em torno de seus ritos, direitos e proibições. Portanto, Freud descreveria o que poderíamos chamar de uma “teologia política”.