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Medicina como Crença: reflexões sobre a Relação entre Ciência e Fé em Tempos de Pandemia

Luana Rayara Vieira de Sousa, Carliane Maria da Silva Batista, Rodrigo Barros Gewehr

Autor
Luana Rayara Vieira de Sousa, Carliane Maria da Silva Batista, Rodrigo Barros Gewehr
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
14 / 2
Ano
2024
DOI
10.5902/2179378685236
Idioma
pt
2024Luana Rayara Vieira de Sousa, Carliane Maria da Silva Batista, Rodrigo Barros Gewehr. Medicina como Crença: reflexões sobre a Relação entre Ciência e Fé em Tempos de Pandemia. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 14, n. 2, 2024.2

A pandemia da COVID-19 causou uma completa modificação nas formas de interação e comportamento social, visto que a contenção do vírus tornou-se prioridade mundial. O Estado, junto à medicina, passou a determinar os protocolos sanitários seguidos pela comunidade. A partir da indagação do filósofo Giorgio Agamben acerca da facilidade na qual uma sociedade permitiu considerar-se contagiada e entendendo como um período de calamidade deflagra a fragilidade da racionalidade científica diante da demanda por cura, neste artigo objetivou-se analisar se a medicina tem respondido às demandas místicas a ela solicitadas, ou mesmo, se tem forjado demandas mistificadoras que reforçam seu lugar de poder social. Para tal, notas e documentos e posicionamentos de figuras políticas e instituições médicas brasileiras estarão aqui postos em pauta como vitrine que permite a análise da presença do caráter místico no discurso da medicina. É trazida aqui a oportunidade de ponderar as consequências decorrentes da ausência de questionamento acerca da cientificidade das instituições médicas e de suas influências na sociedade contemporânea. A exploração abrange não apenas o funcionamento baseado em conhecimento, mas também ressalta a influência da fé. Portanto, é um convite à reflexão sobre como a prática médica nos convida ao apego da crença na ciência.

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