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Memória e experiência vivida: a domesticação do tempo na história

Estevão Chaves de Rezende Martins

Autor
Estevão Chaves de Rezende Martins
Revista
Antíteses
Edição
1
Ano
2009
DOI
10.5433/1984-3356.2008v1n2p17
Páginas
17-30
Idioma
pt
2009Estevão Chaves de Rezende Martins. Memória e experiência vivida: a domesticação do tempo na história. Antíteses, n. 1, p. 17-30, 2009.3

Lembrar e esquecer são dois atos humanos que constituem um dos procedimentos mais elementares do conhecimento. Lembrar, esquecer e perdoar são momentos instituidores da coesão social do tempo, ou seja, da história. Os modos de fixação das lembranças na memória são decisivos e constituem um enigma típico da investigação histórica. O testemunho revela uma determinada dose de intencionalidade no agir de cada indivíduo e transpõe para o conjunto interpretado do tempo, como história, o sentido atribuído ou apreendido a cada ação. As lembranças compõem o mosaico da memória coletiva. O pensamento histórico nutrido pela memória elabora-se em consciência histórica como fator de situação social e cultural de indivíduos e de comunidades.