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Merleau-Ponty e Esposito: implicações da ontologia da carne para a biopolítica

Renato dos Santos, Lucilene Gutelvil

Autor
Renato dos Santos, Lucilene Gutelvil
Revista
Sofia
Edição
6 / 2
Ano
2017
DOI
10.47456/sofia.v6i2.17400
Páginas
146-165
Idioma
pt
2017Renato dos Santos, Lucilene Gutelvil. Merleau-Ponty e Esposito: implicações da ontologia da carne para a biopolítica. Sofia, v. 6, n. 2, p. 146-165, 2017.1

Este artigo tem por objetivo analisar as implicações da ontologia da carne de Merleau-Ponty para a teoria da biopolítica de Roberto Esposito. Com a noção de carne (Chair), o filósofo francês supera os antagonismos derivados do pensamento de sobrevoo, de modo que a relação entre o mesmo e o outro, senciente e sensível, visível e invisível, não mais constituem uma oposição, mas cofuncionam como figura sobre um fundo. Assim, a existência do outro deixa de ser fundada na representação do mesmo, de uma presença que demarca a centralidade. Diante disso, torna-se possível Esposito pensar a noção de communitas, na qual a comunidade não se estrutura a partir daquilo que já está disponível, no centro, mas pela diferença.