Meu/nosso corpo estranho, o que temos é dele/nele que somos: cultura, bios, educação
Juliano Ribeiro Faria, Marcos Antônio Bessa-Oliveira
- Autor
- Juliano Ribeiro Faria, Marcos Antônio Bessa-Oliveira
- Revista
- Filosofia e Educação
- Edição
- 11 / 1
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.20396/rfe.v11i1.8655077
- Páginas
- 5-35
- Idioma
- pt
Construo esta pesquisa para dar visibilidade ao corpo estranho como produtor de arte, cultura e conhecimentos, quando esse encontra sua casa, o “seu corpo” (Bertherat, 2010), na escola. Esta se desenvolve epistemologicamente em Arte-educação descolonial a partir da condição na qual sempre fui colocado, de corpo estranho, por ser imperfeito ao modelo de corpo colonial imposto no ocidente, sempre em relação a um Outro. Continuamente, por isso, vivo sendo posto na categoria de “Ser menos”, na cultura, na vida, no aprendizado, como outros tantos corpos estranhos também vivem: ocupando o fundo da cena para deixar a coreografia em dança bonita ou as apresentações teatrais ou musicais harmônicas.
