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Michel Foucault e Giorgio Agamben: convergências e divergências teóricas sobre poderes e potências

Carlos Henrique Aguiar Serra, Luís Antônio Francisco de Souza, Raphael Guazzeli Valerio

Autor
Carlos Henrique Aguiar Serra, Luís Antônio Francisco de Souza, Raphael Guazzeli Valerio
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
19 / 3
Ano
2020
DOI
10.5007/1677-2954.2020v19n3p741
Páginas
741-761
Idioma
pt
2020Carlos Henrique Aguiar Serra, Luís Antônio Francisco de Souza, Raphael Guazzeli Valerio. Michel Foucault e Giorgio Agamben: convergências e divergências teóricas sobre poderes e potências. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 19, n. 3, p. 741-761, 2020.1

O presente artigo teórico identifica as convergências e divergências entre as obras de Giorgio Agamben e de Michel Foucault. Pretende-se discutir o pensamento político de Giorgio Agamben no que concerne às suas formulações sobre estado de exceção em contraste com as formulações de Michel Foucault sobre biopolítica. Uma convergência visível é a importância da noção de dispositivo e de biopolítica na obra dos dois autores. Em Foucault o acento se dá nas práticas cotidianas, por assim dizer, do exercício de poder, tendo foco o conceito de genealogia. Agamben procura dar mais ênfase, sem dúvida, ao estado de exceção e à vida nua. No que diz respeito à postura dos dois autores em relação à resistência aos poderes, o artigo aponta, em Foucault, todo seu exercício voltado ao tema do cuidado de si e da vontade de verdade e, em Agamben, numa evidente inspiração messiânica ao gênero de Walter Benjamin, como é possível pensar na comunidade que vem, que tem a potência de superar o paradigma da vida nua e seu correlato imediato, a soberania.