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Michel Onfray e o ateísmo contemporâneo: considerações e balanço crítico ao Tratado de ateologia

Abraão Costa

Autor
Abraão Costa
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
21 / 3
Ano
2021
DOI
10.31977/grirfi.v21i3.2434
Páginas
336-350
Idioma
pt
2021Abraão Costa. Michel Onfray e o ateísmo contemporâneo: considerações e balanço crítico ao Tratado de ateologia. Griot : Revista de Filosofia, v. 21, n. 3, p. 336-350, 2021.2

O presente artigo apresenta aquilo que se compreende como o “ateísmo do filósofo Michel Onfray”. Para tanto, desenvolve-se uma investigação baseada na obra Tratado de Ateologia a fim de balizar pontos de suas reflexões. Onfray responsabiliza os monoteísmos cristão, judaico e islâmico por introjetarem as consciências da culpa, do pecado e da pulsão da morte impedindo os homens de se reconciliarem com aquilo que entende como realidade. O estudo da filosofia onfraryana ainda nos leva à tese de que a sua ontologia materialista pressupõe a inserção de um plano ético-hedonista, passível de superar os obstáculos psíquicos causados pelas religiões monoteístas. Em sequência, a análise crítica tem a contribuição dos autores Irene Fernandez e Mathieu Baumier, cujo interesse é evidenciar o quanto os argumentos capazes de apontar a intolerância religiosa também podem ser motivados pelo desprezo passional à vida religiosa, afetando, consequentemente, os fundamentos dispostos a provarem ser possível existir um mundo sem deuses, crenças ou religiões.