Modernidade e racismo na construção da nação brasileira: aproximações entre Denise Ferreira da Silva e Lima Barreto
Joaquim Barbosa dos Santos Júnior
- Autor
- Joaquim Barbosa dos Santos Júnior
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 12 / 1
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26512/rfmc.v12i1.52555
- Páginas
- 153 - 180
- Idioma
- pt
Este texto parte da perspectiva apresentada por Denise Ferreira da Silva na obra “Homo Modernus – para uma ideia global de raça”. Ao longo da obra a autora tece as maneiras pelas quais os dois principais descritores ontoepistemológico da modernidade, universalidade e historicidade, autorizam a instauração de um texto nacional brasileiro que, a despeito de uma aparência democrática, lança vidas negras ao extermínio ou ao engolfamento. A missigenação passa a ser valorizada pois alimenta-se apenas de fragmentos de culturas “primitivas” a serem sintetizadas por uma futura nação purificada. Purificação viabilizada, segundo Freyre, por uma peculiaridade do desejo sexual do homem português. Este texto aposta que este diagnóstico nos permite revisitar e recolocar algumas questões elaboradas por Lima Barreto ao longo de sua carreira, observada desde seu ímpeto produtivo de juventude que prometia escrever “a História da escravidão negra no Brasil e sua influência na nossa nacionalidade”.
