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Monismo social ou moral? Dos pressupostos teórico- sociais da teoria do reconhecimento de Axel Honneth

Nathalie Bressiani

Autor
Nathalie Bressiani
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
15 / 1
Ano
2016
DOI
10.5007/1677-2954.2016v15n1p169
Páginas
169-190
Idioma
pt
2016Nathalie Bressiani. Monismo social ou moral? Dos pressupostos teórico- sociais da teoria do reconhecimento de Axel Honneth. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 15, n. 1, p. 169-190, 2016.1

Este artigo visa compreender o estatuto do monismo do reconhecimento proposto por Axel Honneth, por meio de uma análise da relação estabelecida por ele entre reconstrução normativa e descrição social. Tendo esse objetivo, procuraremos inicialmente mostrar que, para reabrir o domínio do social e identificar um interesse mais realista à emancipação na sociedade, Honneth enfatiza a importância dos padrões institucionalizados do reconhecimento e das lutas morais no interior de todos os processos de reprodução social. Retomando, em seguida, algumas das críticas dirigidas a ele dessa perspectiva, argumentaremos que, nos momentos em que afirma que o funcionamento da economia pode ser compreendido a partir da teoria do reconhecimento, Honneth ignora a especificidade dos mecanismos econômicos de reprodução. Estendendo esse argumento às várias dimensões da reprodução social, mobilizaremos então diferentes autores para mostrar que, nas passagens em que defende que o desenvolvimento da sociedade está ancorado nos três padrões normativos de reconhecimento, Honneth parece fundir o nível da reconstrução normativa com o da descrição social, negligenciando com isso as relações de poder que permeiam a realidade social. Explicitando, por fim, a estratégia negativa de reconstrução utilizada por Honneth, concluímos o artigo mostrando como, ao partir das experiências de desrespeito, ele recusa as acusações de que o monismo do reconhecimento possui pretensões descritivas e lhe atribui um estatuto moral.