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Morte impune, luto proibido: Vida nua e vida precária em Giorgio Agamben e Judith Butler
Reginaldo Oliveira Silva
Artigo
Ver fonte original- Autor
- Reginaldo Oliveira Silva
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 43 / 3
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2020.v43n3.25.p339
- Páginas
- 339-360
- Idioma
- pt
2020Reginaldo Oliveira Silva. Morte impune, luto proibido: Vida nua e vida precária em Giorgio Agamben e Judith Butler. Trans/Form/Ação, v. 43, n. 3, p. 339-360, 2020.2
Giorgio Agamben tece a genealogia da “vida nua”, no percurso que vai do homo sacer ao Muselmann, do primeiro paradigma da política ocidental à fabricação do morto-vivo em Auschwitz, como vida insacrificável e impunemente matável. Judith Butler segue argumento semelhante ao desenvolver o conceito de “vida precária”, com o qual problematiza a seperação entre vulnerabilidade universal e formas de produção da precariedade, a distinção entre vidas cujas perdas importam e as indignas de pranto e luto. A finalidade deste artigo consiste em aproximar as concepções dos dois autores, sob a hipótese de que em ambos trata-se da fabricação de vidas matáveis, sobre as quais pesa a proibição do luto.
Palavras-chave:
