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Movimentos juvenis, desobediência civil e o Skandalon da crise ecológica

Nuno Pereira Castanheira

Autor
Nuno Pereira Castanheira
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
65 / 3
Ano
2021
DOI
10.15448/1984-6746.2020.3.38231
Páginas
e38231
Idioma
en
2021Nuno Pereira Castanheira. Movimentos juvenis, desobediência civil e o Skandalon da crise ecológica. Veritas (Porto Alegre), v. 65, n. 3, p. e38231, 2021.2

A crise ecológica colocou em risco a vida na Terra tal como a conhecemos, originando múltiplos protestos, greves e marchas em todo o mundo, a maioria dos quais liderados por crianças e adolescentes. Este artigo pretende argumentar em favor da legitimidade da presença de crianças na vida política no estado atual da crise ecológica por via de um tipo aparentemente paradoxal de participação: a desobediência civil, isto é, a recusa em participar. O artigo começa por abordar a necessidade de pensar a crise ecológica e analisar as suas origens; depois considera o significado do papel desempenhado pelas crianças e adolescentes nos posicionamentos políticos relativos à crise com base no pensamento ontológico-político de Hannah Arendt.