MÚSICA PARA NÃO SER OUVIDA: audição distraída a partir de Theodor Adorno
Italo Luan Alves Souza
- Autor
- Italo Luan Alves Souza
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 12 / 26
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.26512/pl.v12i26.48605
- Páginas
- 341 - 358
- Idioma
- pt
O presente ensaio tem como objetivo analisar a forma como Theodor Adorno trata do modo de recepção distraído das obras musicais. Partindo da distinção que Walter Benjamin faz entre recepção concentrada e recepção distraída da obra de arte, busca-se analisar por que para Adorno uma audição distraída não seria capaz de apreender a totalidade da obra musical. Em seguida, se investigará como a música popular condiciona a uma recepção distraída e por que a situação atual impede que o indivíduo se empenhe em uma audição concentrada. Por final, se examinará um fenômeno pouco presente na obra adorniana, a saber, a música de fundo. A ideia defendida aqui é que a música, quando cumpre a função social de servir de fundo, exige um tipo de distração mais profundo que aquele induzido pela música popular, gerando uma música que, em última medida, não é feita para ser ouvida.
