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Narração como coleta de estilhaços em "A guerra não tem rosto de mulher"

Patrícia da Silva Santos

Autor
Patrícia da Silva Santos
Revista
Revista Limiar
Edição
11 / 21
Ano
2024
DOI
10.34024/limiar.2024.v11.19874
Páginas
7-22
Idioma
pt
2024Patrícia da Silva Santos. Narração como coleta de estilhaços em "A guerra não tem rosto de mulher". Revista Limiar, v. 11, n. 21, p. 7-22, 2024.1

O objetivo deste artigo é oferecer uma  discussão acerca das relações entre narração, colapso e devir, baseada no livro A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch.  Em diálogo com perspectivas teóricas relacionadas à literatura de testemunho, às  possibilidades de representação bélica e ao  feminismo, empreendo uma análise imanente  do texto. Tal análise sugere que essa literatura  composta por testemunhos femininos acerca de situações sociais traumáticas viabiliza não só um espaço  simbólico necessário a elaborações coletivas, como também ressignifica concepções substantivas, como as de “literatura”, “guerra” e “mulheres”, por meio do acesso a memórias subterrâneas, frequentemente  solapadas pelos discursos oficiais.