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Naturaleza y ficción en la imitación artística: consideraciones desde Aristóteles

Hugo Costarelli Brandi, Mariano Antonio Fagés

Autor
Hugo Costarelli Brandi, Mariano Antonio Fagés
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
46 / 4
Ano
2023
DOI
10.1590/0101-3173.2023.v46n4.p135
Páginas
135-158
Idioma
es
2023Hugo Costarelli Brandi, Mariano Antonio Fagés. Naturaleza y ficción en la imitación artística: consideraciones desde Aristóteles. Trans/Form/Ação, v. 46, n. 4, p. 135-158, 2023.4

Os autores tratam da questão da mímesis artística, buscando iluminar a discussão contemporânea entre duas posições aparentemente inconciliáveis. A primeira, enquadrada numa interpretação tradicional dos textos aristotélicos, concebe a obra de arte como uma imitação da natureza, encontrando nela a sua única regra. A segunda, amparada em outra interpretação, afirma que, segundo o próprio Aristóteles, a criatividade artística é ficcional, ou seja, independente da realidade natural e, portanto, devedora apenas à subjetividade do artista. Entretanto, ao se ter em vista a analogia entre téchnē e phýsis, dentro da cosmovisão teleológica de Aristóteles, é possível perceber uma espécie de “trabalho comum” que as harmoniza. Nesse quadro – e avançando na consideração da poiesis mimética, segundo os autores do artigo procuram mostrar –, os textos do filósofo grego permitem uma interpretação que, sem se desvincular da naturalidade original da arte e tomando-a como guia, abre o horizonte à criatividade do artista.