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NIETZSCHE E A AMBIVALÊNCIA DO FILÓSOFO E DO ARTISTA:: UMA NECESSIDADE ESTÉTICA DE (DES)CONSTRUÇÃO DO MUNDO E DA VIDA

IVAN RESAFFI DE PONTES

Autor
IVAN RESAFFI DE PONTES
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2017
Idioma
pt-BR
2017IVAN RESAFFI DE PONTES. NIETZSCHE E A AMBIVALÊNCIA DO FILÓSOFO E DO ARTISTA:: UMA NECESSIDADE ESTÉTICA DE (DES)CONSTRUÇÃO DO MUNDO E DA VIDA. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2017.1

Resumo: Por meio da (des)construção artística da realidade, o artista nietzschiano busca a ampliação de sua natureza, instinto e poder na criação de uma obra de arte ambivalente como expressão da união e conciliação entre a profundidade do mundo dionisíaco e a superficialidade das aparências apolíneas. À luz da paródia da sabedoria do Sileno e da recepção da figura mitológica do Sátiro em seu pensamento, Nietzsche desenvolve uma teoria da tragédia que fornece à sua reflexão filosófica, estética e política um caráter ambivalente, cujo valor revela uma ampla relevância para a compreensão de sua crítica à cultura moderna e ao seu tempo. Este artigo analisa alguns aspectos da formação do artista nietzschiano com relação à sua crítica ao homem moderno, e expõe a dimensão desta crítica frente à reflexão estética de sua obra.