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Nietzsche e a Historiografia Prussiana: análise de fragmentos póstumos da Primeira Fase de sua obra

Celso Kraemer, Dominique Santos, Aniele Crescêncio

Autor
Celso Kraemer, Dominique Santos, Aniele Crescêncio
Revista
Antíteses
Edição
10 / 20
Ano
2017
DOI
10.5433/1984-3356.2017v10n20p979
Páginas
979-996
Idioma
pt
2017Celso Kraemer, Dominique Santos, Aniele Crescêncio. Nietzsche e a Historiografia Prussiana: análise de fragmentos póstumos da Primeira Fase de sua obra. Antíteses, v. 10, n. 20, p. 979-996, 2017.2

Ao observar as relações de Nietzsche com seus contemporâneos verifica-se que ele estava ciente das principais discussões relativas à Unificação da Alemanha (1871). Para a unificação era necessário que os 39 estados alemães compartilhassem o sentimento de pertencimento a uma pátria comum. Nesse meandro, os historiadores prussianos do século XIX desempenharam papel fundamental ao produzir um ambiente filosófico nacionalista, uma maneira científica e objetiva de pensar sobre a história. O objetivo deste trabalho é compreender as interações de Nietzsche com estes círculos intelectuais. Para isto, foram selecionados quatro dos chamados fragmentos póstumos de Nietzsche datados entre 1871 e 1873. De acordo com o ponto de vista de Nietzsche, as pretensões dos historiadores não tinham nenhuma crítica, pois acreditavam, ingenuamente, que a verdade era um alvo tangível. Por outro lado, ele indicou a necessidade de uma história ligada à cultura, que era trabalhada em conjunto com “instintos artísticos”.