- Autor
- Victor Hugo Mazia
- Revista
- Revista Limiar
- Edição
- 4 / 8
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.34024/limiar.2017.v4.9198
- Páginas
- 41-69
- Idioma
- pt
sabe-se que, em 1886, Nietzsche escreve novos prefácios aos seus antigos livros, avaliando e repensando as suas próprias ideias. Os livros que recebem novos prefácios são: O Nascimento da tragédia; Humano, demasiado humano (livro I e II); Aurora; A Gaia Ciência. Este artigo tem como objetivo central apresentar, com base no prefácio Tentativa de autocrítica (1886), a ambiguidade de O nascimento da tragédia (1872). A nosso ver, Nietzsche mostra, em seu tardio prefácio, como O nascimento da tragédia se posiciona para a superação da metafísica, mas como o livro parece, ao mesmo tempo, dar continuidade a mesma. Portanto, a metafísica de artista, conceito basilar de O nascimento da tragédia, romperia com a interpretação moral da existência, promovendo, a partir do vir-a-ser, uma justificação estética do mundo, mas, simultaneamente, ela também parece ser uma continuação da tradição metafísica tão criticada, tornando-se ambígua.
