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Nietzsche e Schopenhauer: tragédia e pessimismo

Catarina Rochamonte

Autor
Catarina Rochamonte
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2012
Idioma
pt-BR
2012Catarina Rochamonte. Nietzsche e Schopenhauer: tragédia e pessimismo. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2012.2

Este artigo apresenta a leitura que Nietzsche faz dos pré-socráticos, a qual reflete uma profunda admiração por um determinado modo de filosofar que teria sido sufocado por uma crescente valorização do conceito, consequência de uma tendência à racionalização e à moralização do mundo da qual dariam exemplo Sócrates, na Filosofia, e Eurípedes, no teatro. Ao considerar os pré-socráticos como filósofos trágicos, Nietzsche aponta para uma filosofia cujo fundo é essa verdade que não se alcança através da razão, mas que se deixa intuir através de um pressentimento genial. Esse fundo trágico da existência e seu modo de apreensão não podem deixar de remeter à Schopenhauer. Não obstante, é preciso salientar que, para Nietzsche, a “inocência” do devir heraclitiano é contraposta à sua moralização atribuída a Anaximandro, cuja sentença lapidar é comparada a uma sentença de Schopenhauer, o único moralista seriamente intencionado do seu século.